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A Abrasel Regional Zona da Mata é a primeira regional instituída nos padrões da Abrasel Nacional, sendo uma associação sem fins lucrativos que atua na cidade de Juiz de Fora e região, representando empresas do segmento gastronômico, de entretenimento e lazer. O principal objetivo da entidade é fortalecer parcerias que resultem na valorização do  segmento. Em 2012, a Abrasel ZM alcançou o segundo lugar em número de associados de todas as Abraseis do Brasil, gerando  mais empregos diretos, promovendo mais eventos, melhorias, experiências e oportunidades de negócios. Atualmente, a entidade possui mais de 80 associados.

A Abrasel ZM ainda tem por objetivo fortalecer o setor de alimentação fora do lar por meio de festivais gastronômicos como o JF Sabor e o Brasil Sabor, além de desenvolver o trade de alimentos e bebidas, bem como o Turismo de Negócios em Juiz de Fora e região com a realização de eventos como o Encontrar – Encontro de Negócios Fora do Lar.
Dentre os benefícios já citados, podemos listar ainda algumas vantagens de ser um associado Abrasel Zona da Mata:

•    Participação no Festival Gastronômico de Juiz de Fora – JF SABOR – realizado pela Abrasel ZM;
•    Participação no Guia Abrasel ZM, com circulação em Juiz de Fora e região;
•    Participação no Guia Abrasel Minas Gerais, circulação em Minas Gerais;
•    Participação no Festival Brasil Sabor e Bar em Bar – eventos realizados pela Abrasel Nacional;
•    Divulgação no site da Abrasel Zona da Mata;
•    Recebimento de newsletters;
•    Placa de diferenciação (Associado Abrasel);
•    Recebimento gratuito da Revista Bares & Restaurantes;
•    Desconto em eventos como Congresso Nacional da Abrasel e Feiras em geral;

•    Maior integração entre os proprietários das empresas do setor através de encontros;
•    Defesa e representação institucional do setor AFL junto às esferas do poder municipal, estadual e federal;
•    Trabalho conjunto com o trade turístico, imprensa e sociedade, visando fomentar o segmento;
•    Convênio com Plano de Saúde, empresas de Consultoria em Segurança Alimentar e Redes de Ensino;
•    Parceria com Alakarte  – praça de alimentação pela internet;
•    Parceria com SEBRAE e SENAC;
•    Parceria com o Plano Ideal – plano de descontos voltados aos colaboradores do estabelecimento.

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A comida não é apenas uma substância alimentar, mas é também um modo, um estilo e um jeito de alimentar-se. E o jeito de comer define não só aquilo que é ingerido como também aquele que o ingere. (Roberto da Matta)

“Isso é o que, sem dúvida percebemos na cozinha dos afrodescendentes: um forte referencial da identidade dos negros no brasil e, especialmente, em Minas Gerais/Juiz de Fora.

A culinária afro é muito presente na típica cozinha dos mineiros. Trata se de alimentos que vieram da África ou eram a base da alimentação dos escravos e, com o tempo, foram incorporados ao nosso cardápio como, por exemplo, abóbora com carne seca e o famoso angu, que vem do milho dedicado ao orixá Oxossi. Não é nativo, mas está na dieta dos africanos há muitos séculos.

A alimentação dos negros que viviam no início da fundação de Juiz de Fora consistia, em parte, no que os senhores de escravos adquiriam especificamente para os cativos, como farinha de mandioca, abóbora e carne seca. Outra parte eram alimentos produzidos em suas terras. Os fazendeiros cediam aos negros uma parcela de terra e de tempo para produção de subsistência. Plantavam, principalmente, arroz, feijão e milho e criavam animais de pequeno porte como porco e galinha. O excedente era vendido e o arrecadado ficava com os cativos.

Algumas fazendas possuíam moinhos que produziam o fubá, com o qual os negros cozinhavam o angu que veio da África com os bantos. O angolano denominara fubá a farinha de milho, nome usado em quimbundo, dialeto dos bantos. O mingau mais consistente foi denominado angu e, aqui no Brasil, consistia o principal alimento dos escravos.

Alguns alimentos são típicos da África, como quiabo, usado no tradicional prato mineiro frango com quiabo, oferecido ao orixá Xangô. O inhame, oferecido ao Orixá Ogum era típico de Benin, do Congo, Angola, Nigéria e Costa do Marfim. O tubérculo era assado, como hoje é preparado para Ogum. Já no nosso dia a dia, o comum é o inhame cozido. Outros alimentos, apesar dos estrangeiros, foram tão incorporados que quase se tornaram nativos na cozinha africana,

como o amendoim, popular no Senegal e em Moçambique, usado no nosso pé de moleque, o milho e a mandioca. A mandioca, introduzida na África no século XVI para substituir o inhame, assumiu importância particular nas relações Brasil – África. O produto e sua farinha, base do prato farofa, do Orixá Exu, são muito presentes na alimentação brasileira e, em dupla com feijão, formam o feijão tropeiro, o tutu de feijão e também acompanham a feijoada. O arroz, de Yemanjá, chegou à África no século VII. Dele veio o arroz doce, vendido pelas negras quituteiras nas praças, enfeitado com canela, junto com pé de moleque. Os doces são oferecidos aos Erês, entidades crianças.

A feijoada, o prato tradicional mais conhecido, comida típica do Orixá Ogum, teve sua origem nas senzalas. Ao carnearem o porco, animal consagrado ao Orixá Obaluaê, os senhores reservavam para a Casa Grande as partes consideradas mais nobres e enviavam para a senzala as partes desprezadas como pé, orelha, focinho, rabo, pele. Lá, essas partes eram misturadas ao feijão, dando origem à feijoada.

A carne seca, atualmente também ingrediente da feijoada, era comprada para os escravos por ser considerada nutritiva e facilmente conservável e transportável. O toucinho, matéria prima para o nosso apreciado torresmo e também complemento da feijoada, estava presente na dieta dos escravos e foi introduzido pelos portugueses.

Através desse passeio pela culinária africana e afrodescendente, vislumbramos a típica cozinha mineira de donas de casa, tanto negras quanto brancas e mestiças. Comida mineira repleta de aromas e sabores, incrementada com os temperos daqueles que vieram da África.

Definindo, através da comida, que era tão sagrada para os africanos que com ela reverenciavam seus deuses e alimentavam não só o corpo como também a alma, o estilo e o jeito de ser afromineiro.“

Referência Bibliográfica:
MARIOSA, G. S. Culinária Afro-brasileira. In: De todos os cheiros e s abores que fizeram Juiz de Fora: culinária e memória. Organização Toninho Dutra. 2 ed. Juiz de Fora: FUNALFA, 2010, v. 01, p. 13-35.

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Poucas cidades têm tanta riqueza cultural gastronômica como Juiz de Fora. São cinco heranças marcantes que contribuíram com a formação dos sabores: Culinária Afro brasileira, Culinária Germânica, Culinária Italiana, Culinária Portuguesa e Culinária Síria e Libanesa. Reconhecendo a importância destas heranças étnicas para a gastronomia da cidade, o JF Sabor vai homenagear uma destas culturas a cada ano.

E para ampliar o sucesso e que o festival alcança em um único período, o JF Sabor será segmentado em 5 momentos no decorrer do ano.

Cada categoria (Petiscos, Pizzas & Massas, Lanches/Sanduiches e Pratos/Sobremesas, além da festa de encerramento ‘Mais uma Dose’) será trabalhada individualmente ampliando as possibilidade para o público e permitindo uma maior aproveitamento da gastronomia na cidade.

Cada categoria será trabalhada individualmente, possibilitando mais apelo e engajamento em cada versão:

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